Filosofia de trabalho
Cada pessoa que chega traz um jeito próprio de se comunicar, de se defender e de se abrir, e também um modo particular de carregar sua angústia, seus sintomas, aquilo que insiste em se repetir mesmo quando parece não fazer sentido. Por isso, não existe uma fórmula única de atendimento. Com alguns pacientes, minhas intervenções são mais diretas: há questões que precisam ser nomeadas com clareza, sem rodeios. Com outros, o espaço é mais aberto, deixando que o próprio processo vá revelando o que ainda não foi visto.
O que não muda é o tom: acolhedor, direto e sem artificialidade. A sessão não precisa ser um ritual solene, pode ser uma conversa que, no seu próprio ritmo, vai tocando em lugares que o paciente ainda não havia se permitido olhar.
Percurso profissional
A trajetória clínica começou em 2018, na clínica-escola, e o que ficou desse início não foi um método, mas uma experiência: a de estar presente no momento em que algo se ilumina para o paciente.
Aquele instante em que ele para, respira e diz “você leu a minha alma”, ou simplesmente “nunca tinha pensado nisso”, é o que orienta e renova o compromisso com esse trabalho.
Os anos seguintes foram dedicados à formação e aprofundamento teórico, construindo a base que sustentaria a prática clínica que retomei em 2023, com uma escuta mais madura e uma presença mais segura.
Formação
Psicologia
Uninassau (Fortaleza), 2015 a 2020
Psicologia Hospitalar e da Saúde
Psicologia Jurídica e Avaliação Psicológica
Psicologia Forense
UniÚnica, 2022 a 2024
Formação em Psicanálise
Instituto Andrea Vermont, desde junho de 2025
Especialização em Psicopatologia
Faculdade Focus, desde abril de 2026
Por que psicanálise?
Não foi uma escolha racional, construída aos poucos. Foi um reconhecimento, daqueles que acontecem antes de qualquer explicação. Desde o início da formação, já havia uma certeza de que era ali. A psicanálise não foi encontrada no meio do caminho; ela já estava presente antes mesmo de ter nome.
O que sustenta o trabalho não é ter aderido a uma teoria, mas ter me reconhecido num jeito de escutar o ser humano, e apostar que essa escuta pode transformar o mal-estar que muitas vezes se apresenta como ansiedade, depressão ou simplesmente como a sensação de que algo não vai bem.
Valores profissionais
Três coisas orientam o meu trabalho: ética, compromisso e constância. Na prática, isso quer dizer guardar o que você me conta, estar presente no horário combinado e sustentar o processo mesmo nos momentos difíceis.
Ao longo do processo, o que eu espero é que você possa falar à vontade e saiba que não está sozinho nisso. Haverá momentos em que algo precisa ser dito com mais firmeza para que possa ser realmente ouvido. Mas o fio condutor é sempre o mesmo:
Todo processo começa com um combinado entre a gente: como vão ser os encontros, com que frequência, o que cabe a mim e o que cabe a você. Na psicanálise isso tem nome, enquadre. E não é burocracia: é o que faz desse horário um lugar seguro pra falar.
Sigilo
O que é dito em sessão fica na sessão. As exceções previstas em lei estão mais abaixo.
Compromisso dos dois lados
Eu me comprometo com a escuta e com o horário; você, com a presença. Um processo não se sustenta só de um lado.
Regularidade
É a constância dos encontros que deixa as coisas aparecerem. Uma sessão solta alivia; uma sequência de sessões trabalha.
Liberdade pra falar
Aqui você não precisa escolher as palavras nem chegar com o assunto organizado. Pode falar do que vier, inclusive do que parece não ter importância. Muitas vezes é por aí que a gente chega no que importa.
Não tem pressa e não tem roteiro. Cada pessoa vai no seu ritmo, e o que aparece ao longo das sessões não dá pra prever de antemão.
Nas primeiras conversas, a gente tenta entender o que te trouxe. Com o tempo, começam a aparecer repetições, ligações entre coisas que pareciam soltas, jeitos de sofrer que se repetem em lugares diferentes da vida.
Você traz a sua história, do jeito que ela vier. Eu escuto e, às vezes, devolvo o que ouvi de um jeito que você ainda não tinha escutado. É nesse vai e vem que as coisas começam a mudar de lugar.
Não precisa preparar nada. Você fala do que te trouxe, do jeito que der, e eu escuto. Se for preciso, faço perguntas pra entender melhor. Não existe resposta certa nem jeito certo de começar.
Se nessa conversa aparecer a necessidade de uma avaliação diagnóstica específica, a gente conversa sobre isso e decide junto como seguir.
O sigilo é um direito seu, garantido pelo Código de Ética do Psicólogo, e eu levo isso a sério. O que você fala em sessão não sai dali.
A lei prevê poucas exceções:
- Risco real à vida ou à segurança, sua ou de outra pessoa.
- Suspeita de violência contra criança ou adolescente, ou de violência doméstica.
- Ordem judicial ou determinação legal.
Mesmo nesses casos, só repasso o estritamente necessário, e te aviso antes, a não ser que a própria lei impeça.
Às vezes levo um caso pra supervisão, que é quando converso sobre o atendimento com um colega mais experiente, pra cuidar melhor de você. Nada que te identifique é compartilhado: o nome é trocado e os detalhes pessoais são alterados.
Quando quiser começar
Se algo aqui fez sentido pra você, me chama. A primeira conversa é pra gente se conhecer e ver se faz sentido seguir junto.